terça-feira, 29 de dezembro de 2009

amor próprio.

"Muitas vezes quando nos apaixonamos parece que nada mais tem importância à não ser pensar naquele alguém, esquecemos de nós mesmos para viver a vida do outro e quando nos damos conta, perdemos muito tempo sem se olhar bem fundo no espelho e gostar de si mesmos e principalmente nos respeitar. Por que se não gostarmos de nós, como será possível alguém gostar e respeitar os nossos sentimentos? Sem saber que devemos nos amar e nos permitir a felicidade, sim porque ela está em nós, apenas em nós e assim podemos compartilhá-la com o outro. Em certos momentos parece que o amor anda fugindo da gente, mas nunca deixe escapar um amor muito especial: o amor próprio!"

fikdik.




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Lot Like Love!

Preciso dizer que as circunstâncias tem oscilado bastante entre boas e ruins, pelo menos diante do meu conceito:

As 6:00 da manhã meu celular toca:
-Mayara?
Sim?
-Eu te acordei né?
Foi
-Ei tá tudo certo pra tarde de hoje tá? 2 horas.
Ta bom.

Meu dia começou vibrante, e em uníssono som estavam as batidas do meu coração. Prefiro dizer que ir ao cinema com ele, dividia meu dia em 3 partes: a expectativa, o momento de felicidade e a despedida.
Eu fiz um tipo bem esteriotipado de uma garota segura, nada nervosa e feliz, quando na verdade eu estava com milhares de borboletas no estômago, sentir que ia passar mal a qualquer instante, e o pior é que a tal da ansiedade quase tomou conta de mim, mas eu consegui me controlar.
Então chegou a hora de nos encontramos, eu estava gelada como uma estátua de gelo. Quando ele veio me abraçar senti suas mãos geladas também. Ele me deixava desconcertada com o seu jeito, e a sua sutil beleza.
Compramos os ingressos, e eu não conseguia esconder o nervosismo que se percebia em meu jeito. Ele tentava me relaxar ao máximo. Então, entramos na sala, muito escura por sinal, e o filme já havia começado. Subimos as escadas desnorteados naquela escuridão, sentamos nas últimas poltronas e começamos a conversar.
Assuntos relacionados a viagem que posteriormente ele iria fazer, "nossos" assuntos. E quando ele perguntou se eu ia sentir saudades dele?!
- Tu vais sentir saudades de mim?
Houve um silêncio e eu respondi com um abraço apertado e uma risadinha de canto, logo em seguida eu disse:
- Não tem como não sentir saudades.
Ele me abraçou e disse:
- Sabe o que tu fazes? pega toda essa saudade e guarda aqui dentro *apontou pro coração* pra mim, pra quando eu voltar.
Não sei se eram palavras verdadeiras, mas isso mudou literalmente o meu conceito a respeito dele. Nos beijamos, e eu aproveitava cada beijo como se fosse sempre o último da minha vida.
Deixamos o cinema, e eu me sentia triste, mas não transpareci nenhuma tristeza.
"Londres ele está chegando, e cuide muito bem dele." Pensei comigo mesma.

Se isso é paixão eu não sei, mas chega perto dela. [ou não]


17/11/2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vertigem.

Eu nunca mais vou ter quinze anos na vida. Isso não é ruim a ponto de ser um bom motivo pra cometer suicídio. Mas é no mínimo chato. Vamos esquecer aquele papinho sobre baile de debutante ou meu primeiro sutiã em propaganda de televisão. Estamos falando do novo século, meu bem. A naftalina do mundo clama por outras saudades, urgente. Então. Não vai ter mais aquele draminha por ter bebido na casa da melhor amiga com medo de ser pega, não vai ter aquela expectativa idiota com relação a ficar com garotos. Nunca mais vou matar aula e ir pro shopping com os guris pra comer batata frita e beber clandestinamente (?) às dez da manhã. Nunca mais vou sentir o gosto de levar um ‘não’ na cara pela primeira vez. E misturar vinho, vodca e tequila não é mais a mesma coisa. Ficou batido, sabe. E comentar que o cara que você beijou na noite passada tentou ‘pegar na sua bunda’ não cabe mais. [ah, ao menos isso!] Nunca mais vou tomar milhares de remédios pra tornar branda uma dor que, hoje eu vejo, nem existia. Agora que ela realmente existe, não tenho dinheiros sobrando pra isso. É, o tempo não pára. Antigamente eu achava que minha vida teria a incrível duração de hoje até amanhã. Poderia ir pra aula com cabelo bagunçado ou usar tênis sem que fizesse alguma diferença. Hoje não dá. Saudade do meu casaco da Fucapi. Saudade de não precisar usar salto e dar ‘bom dia’ pra (quase) todo mundo. Não ando pensando em começar a fazer meu testamento ou coisa assim. Nem ao menos cheguei aos sessenta e quatro. E, ah, quando eu tiver… os Beatles que o digam. Sei que nostalgia anda bem démodé, mas não estou falando sobre os anos oitenta. Esquece seu Pogobol laranja e sua Lu Patinadora. Guarda essas lembranças pra alguma comunidade cretina do Orkut. O assunto aqui é outro. Eu tenho dezoito anos. Não acredito em melhores dias de nossas vidas. Não acredito em amores para sempre. Não acredito em finais felizes. [inserir reticências e um vazio inacabável aqui.] Agora, por favor, alguém aí me diz: quando foi que eu virei essa velha?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nunca desvalorize ninguém. Guarde cada pessoa perto do seu coração porque um dia você pode acordar e perceber que você perdeu um diamante enquanto você estava muito ocupado colecionando pedras.

Enfim, dei a volta por cima, o mundo gira e nunca sabemos onde as coisas vão parar, mas o certo é que todas as coisas mudam.

domingo, 2 de agosto de 2009

por obséquio!

Acontecimentos recentes tem me dado novos horizontes, mas ainda assim me sinto confusa :x

"Não precisa mais sonhar, sem pressa deixa acontecer, assim como você a noite ainda é uma criança que vai amanhecer... Vou levar você pras estrelas do céu do seu quarto se você chorar vou te entender, vou te namorar"

sábado, 20 de junho de 2009

Valentine's day.

Estava em um dia daqueles, receosa no que fazer para abastecer o fato de ter que estar com alguém - e que esse alguém não parecesse apenas um objeto momentâneo.
Fora a casa da amiga, em meio a tantas indecisões sobre ir ou não ir ao lugar marcado, porém não desejado, pelo fato de não estar certa de que iria encontrá-lo. Ela foi.
Estando a caminho do tal lugar, com um trânsito perfeito para seus pensamentos entrarem em desvairos. Ela criava situações em sua cabeça sobre o que falar quando o encontrasse e, se, ela o encontrasse. Eram situações, eram sensações, era tudo misturado, tudo dentro de si, mesmo estando ali calada, no carro. Seu corpo no carro, sua mente não-saber-onde.
Pronto! Chegaram. Entraram. E ela deparou-se com aquele formigueiro humano - lembrando suas aulas de geografia ^^. Andaram, andaram e andaram. Ela sabia que não ia encontrá-lo, não ali, não mesmo.
O show ia começar, e ela estava indo procurar um lugar onde pudesse assisti-lo com sua amiga. E quando estava andando em direção a sabe-lá-o-quê, lá estava ele na sua diagonal, sendo arrastado pela multidão. Ela estendeu o braço e chamou por ele. Quando ela o viu abriu-se um sorriso em seu rosto, e a música tinha começado a tocar. Ele segurou a mão dela e estava decidido a não soltar. Foi quando ele sussurrou algo em seu ouvido e os olhos dele encontraram os dela, e ela não precisou falar nada: ele a beijou.
Ridicularmente ela se sentiu uma garotinha ali, e ele sim parecia ser o cara mais velho. A noite toda foi aproveitada com beijos e passos desajeitados de uma espécie de xote - que realmente se querem saber não dava mesmo pra mexer, devido ao espaço e ao tumulto, odeio lugares do tipo, porém eu estava com ele.
"Tu és divertida, não é como as outras, é diferente, é amiga" - disse ele.
"Tu és conquistador, todas as vezes que te vejo, parece sempre que é a primeira vez que eu te conheço" - disse ela.
O celular dela tocou, era a amiga, o show estava acabando e ela tinha que ir. Ele a levou no portão de saída e se despediram com um beijo.
No final do outro dia eu realmente entendi que princesas não tem ficadas, casos ou rolos. Princesas de verdade vivem um romance, seja por completo ou não.

domingo, 24 de maio de 2009

Curada, enfim curada!

"Senti uma humilhação atroz, e então pensei comigo mesma que tivesse tudo acabado, que precisava me desintoxicar. Olhei para ele e, de repente, não senti mais nada. Os ciúmes sumiram. Ele podia ter milhares de amantes que não tinha mais nenhum poder sobre mim. Um peso enorme havia sido tirado dos meus ombros. Agora eu o via na sua justa imagem e não sentia mais nenhuma vontade de ajudá-lo ou de ensiná-lo a amar. Podia continuar sendo o mesmo, para sempre no mesmo lugar, nada disso me importava mais. Eu estava curada. Estava em paz. Ele nunca mais me faria mal."

Acreditem nisso, eu me sinto realmente curada, pronta para novos desafios. E eu me amo!

terça-feira, 19 de maio de 2009

GLM!

Quando eu era pequenina na minha cabeça eu sempre tive um conceito de que a letra L e a letra G combinassem com a letra M. Eu fui crescendo e com o passar dos anos a letra L foi se tornando uma das letras mais lindas do alfabeto, não sei se era devido ao nome da minha mãe que começava com essa letra ou era devido a esse conceito que tenho na cabeça até hoje. Atualmente quando penso em par perfeito vem logo na minha cabeça, letra L&M juntas, ou G&M.
Mas tenho achado que isso é coicidência demais pra ser verdade, porque apenas um dia desses percebi que essas letras e eu temos algo em comum. Só não quero pensar que ninguém prove o contrário quanto aos meus pensamentos de criança. Porque se está assim a quase 18 anos, que continue assim. Acho que já tenho o meu conceito de par perfeito,fikdik.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

18 primaveras.

"Todos os olhares estão sobre você, o peso do mundo está todo em suas costas. O que fazer com o primeiro pedaço?! Se você escolher contemplar uma amiga, as outras ficarão enciumadas. Se resolver presentear um amigo, significa que você quer dar pra ele. Se der pra sua mãe, seu pai não conseguirá disfarçar a decepção. Se escolher o namorado… bom, aí seus amigos, seu pai, sua mãe, seus irmãos, seus primos, seus vizinhos e aquele grupinho de gente que você nunca viu ali do canto farão todo o tipo de comentários idiotas que você a-do-ra, como se o momento do parabéns não fosse constrangedor o suficiente."
Parabéns por quê, cara-pálida? Por ficar mais velho? Mas ei, envelhecemos a cada fração de segundo, e às vezes envelhecemos muito mais em dois meses do que em um ano. Ou, ainda, dois anos se passaram e você parece mais jovem e mais bem disposto do que no ano anterior – essa história de comemorar apenas a cada 365 dias é balela. Você tem que se dar os parabéns por estar vivo a cada dia, comemorar cada hora sua em cima deste planeta, ligar para as pessoas que você gosta quando bem entender, e não só porque todo dia 365, a contar pela data de nascimento da pessoa, com ressalvas aos anos bissextos, disseram que você teria que fazer isso. Inclusive você tem todo o direito de ficar de mau humor e não querer falar com alguém, ainda que este alguém ou você esteja, naquele exato momento, comemorando 365 x n dias neste planeta esquisito.
E cá entre nós, 18 anos é a tal idade pra conhecer novos ares, viver novos sonhos, está na hora de virar mocinha, acordar pra realidade e ser feliz como realmente se pode ser feliz, e não como se quer ser.

ps: não quero lembrar-me do suposto fim. fikdik.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

i miss you.

Em uma noite dessas ela poderia sorrir, poderia estar estudando, poderia estar fazendo qualquer outra coisa que não fosse chorar. Ela não tinha motivos pra chorar, naquele momento chorar seria a única solução. Foi-se o tempo deles dois juntos. Foi apenas um tempo, e ela acredita até hoje que ainda não é o tempo certo, pois há tempo determinado para todo propósito debaixo dos céus.
"Quem te quer bem não desiste, não reclama, nem vai lamentar. A felicidade também existe ao dar amor sem nada esperar."

Não estou sem ele, é ele quem está sem mim, fikdik.

sábado, 9 de maio de 2009

Cuide da sua menina!

"Eu sei que você pensa coisas do tipo: 'como ela me sufoca', 'como ela me prende', 'como ela é ciumenta', 'como ela é chata', 'como ela consegue brigar tanto', 'eu quero sair hoje', 'eu não quero ir lá', 'eu não quero fazer isso que ela quer'. Eu sei que você pensa muita coisa sobre ela, das melhores até as piores. Eu também sei que você pensa coisas assim: 'que linda que ela tá', 'que cheirinho bom', 'que carinho gostoso', 'que saudade ruim', 'que bom estar com ela', 'que abraço bom', 'eu a amo'.
Eu sei que apesar dela não te impedir de sair ou você não deixar que ela te impeça, você sente falta de sair, curtir sem dar satisfação, sente falta de ir pra night e poder ficar com várias, sente falta de dar uma pegada diferente, de sair por ai, de curtir com teus amigos sem preocupação, sente falta de bocas, gostos, sabores, corpos e assuntos diferentes. Eu sei de tudo isso, mas ela sabe? Provavelmente a sua menina deve pensar coisas desse tipo pelo fato de toda menina pensar assim, mas com certeza ela deve imaginar que você a ama sem limites e que vocês realmente são eternos.
Mas eu sei que apesar das coisas que você deseja na ausência dela, você também pensa em estar com ela toda hora, sente uma falta doida dela, gosta dos abraços, beijos, carinhos, do jeito de rir, de falar besteira, o jeito de pedir desculpas, das brincadeiras de vocês, de conversar e poder saber que você pode contar com ela. Sim você realmente a ama do fundo do coração e ela é uma menina linda.
Como você pode pensar tanta coisa assim de uma só menina? Da sua menina.
Eu sei o que você pensa e sei também o que ela pensa, para não fazer você perder seu tempo com palavras românticas e cansativas, que ela deve lhe falar normalmente e escrever também, e você não já não presta mais atenção.
Ela te ama muito, com uma intensidade sem limites, quer o seu melhor, quer o seu bem, ela também pensa algumas coisas ruins sobre você e você também a irrita, mas isso passa em segundos, esses pensamentos saem da mente dela como se nunca tivessem passado por lá.
Com o tempo que vocês estão, ela aprendeu a lidar com você e vice-versa, com o tempo ela sabe o que irrita você e o que te faz bem, e você também sabe tudo sobre ela.
Mas esses pensamentos não saem da sua cabeça tão facilmente, e a tua menina te irrita muitas vezes sem nem ao menos ter a intenção. Você sai com frenquência, as vezes você esquece dela, as vezes você não lembra de alguma coisa que ela pediu, as vezes você vai esquecendo, simplesmente esquecendo.
E a tal menina? Ela chora, ela fica triste, ela acha que você simplesmente não a ama. Mesmo que não seja isso que esteja acontecendo, você 'apenas' esqueceu.
Será que você realmente está esquecendo? Apenas esquecendo?
Você já parou pra pensar nela como antes pensava? Você já olhou bem pra ela e viu o brilho nos seus olhos? E como ela se esforça pra deixar você feliz?
Deveria realmente, deveria, depois de tudo que vocês viveram, você deveria.
E a sua menina? Continua com os mesmos pensamentos tristes e sem razão, se sentindo lesada, e deixada de lado, com medo constante de perder você. Você realmente acha que essa menina, a tua menina [insisto em dizer], não é mais importante que uma curtição, que momentos com os amigos, melhor que qualquer night?
Se acha ou não, a menina já tirou suas próprias conclusões, e já se feriu bastante.
Você está preparado pra perdê-la? Se estiver... bum! Perdeu, e agora?
E agora prepare-se para as nights, pra curtir outros corpos e outros gostos, e voltar pra casa e se deparar sozinho, sem ter alguém pra abraçar, sem ninguém pra ligar e contar seu dia, seus problemas, sem poder dizer TE AMO.
E a sua menina? Ela cresceu não é mais a sua menina, ela não entendeu você.
Até que um dia você encontra a mulher que um dia foi a sua menina, e ela está mais linda do que nunca, e em sua cabeça os pensamentos que a tanto tempo quando estava com ela não existiam mais, esses pensamentos voltam e as palavras EU TE AMO, VOLTA PRA MIM passam subitamente em sua cabeça. E a mulher? Bom ela lhe dá um beijo no rosto, por educação, e vai embora.
E agora eu sei o que você pensa, e ela sabe?
Preste atenção em quem você 'ama' e cuide da SUA MENINA."

Isso me fez refletir a respeito de diversos assuntos, pode parecer um texto bobo mas tem um sentido gigantesco. Faz pensar na maneira em que eu trato/tratei as pessoas que mais me fizeram feliz na vida, lembra de certos momentos em que fui tratada como tal, fala dos aspectos psicológicos que alguém pode suportar em prol do amor, fala em especial do amor que é dado sem nenhuma reciprocidade, das muitas vezes que eu o li, tive a visão de vários aspectos. Enfim, na verdade onde estou querendo chegar com toda essa enrolação aqui, é: não destrate ninguém, seja um desconhecido, seja seu melhor amigo, tome cuidado com suas palavras elas podem acabar com a vida de alguém, e se algum dia for terminar alguma coisa termine dizendo o quanto a pessoa foi importante e que ainda vai continuar sendo guardada em seu coração, pois vocês podem acabar se sentindo como eu estou agora: fria, chata, nostálgica  chorona e sem coração. fikdik.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Put your records on.

"Maybe sometimes, we've got it wrong, but it's all right. The more things seem to change, the more they stay the same. Oh, don't you hesitate." (8)

Talvez seja apenas impressão minha mas tenho saido realmente de cada situação com a cabeça erguida, e sinceramente não poderia estar melhor.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

isso chama-se felicidade.


"Quando o sol de cada dia entrar chamando por você querendo te acordar, vai ter sempre alguém pra receber, fazer o seu jantar, dormir no seu sofá. Alguém pra olhar a casa e alguém que regue o seu jardim até você voltar. E como é normal acontecer se num entardecer a dor te visitar vai ter sempre alguém pra socorrer, fazer o seu jantar, dormir no seu sofá. Enquanto a noite passa por mim eu rego o seu jardim: você já vai voltar."

A vida é uma dávida que Deus dá ao ser humano a fim que ele a preserve ou pelo menos faça dela uma ''parada legalzinha''. E era exatamente isso que eu estava tentando fazer dela. Mas faltava-me algo, realmente algo que não era baseado em nada que ninguém pudesse me oferecer, só eu mesma. E hoje, sabe que eu me senti grande?!
O perdão tem a capacidade de nos deixar com um espírito melhor, mais límpido. Hoje sei que se eu morrer amanhã, eu estarei feliz comigo mesma. Não deixe limitar-se apenas pela pessoa que você diz ou acha que ama, os amigos de verdade é que vão te apoiar quando esse "amor" for embora [e, se isso for amor] . Mas a verdadeira lição que podemos aprender com tudo isso é que participar, dividir, esperar e aceitar nunca será o bastante, as forças podem se renovar quando temos pessoas nos apoiando, podemos ser melhores com estes que denominamos amigos. Então nunca deixe um amigo por motivos idiotas, ou seja lá por qualquer que seja o motivo, porque Jesus que é o verdadeiro amigo nunca nos deixaria pelas imensas coisas erradas que cometemos, fikdik.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

dezoito dias.

Era apenas uma garota como todas as garotas. Tentando sufocar lá dentro uma Mayara, não queria, aos 16 anos, ainda esperar do seu-dia-que-dia-mais-feliz que chegaria em poucas horas, algo de surpreendente, de novo, de assim tão, tão especial. Mas esperava. Paciência. Mais do que isso, esperava que os quilômetros de estrada não estivessem em lugar nenhum no dia seguinte, que todas as cidades fossem uma só, que todas as ruas fossem a dela, que as pessoas estivessem um pouco mais próximas e o cara ali ao lado fosse ele. Esperava congratulações, desejos de felicidade. Mas esperava mais: beijos, abraços, declarações… Seu pacote amarelo com laço de fita vermelha era ele – e talvez algumas promessas de coisas pra sempre, por que não? Nenhum presente seria melhor, seria maior do que a presença da claridade daqueles olhos, da vida que existia naquelas risadas… Ninguém sabe por ter conversado com pessoas por redes virtuais, ou por ter decidido que faria isso e pronto, ele resolveu tomar um banho, tomar coragem e tomar um ônibus. Iria até ela de qualquer maneira. Faria uma surpresa. Não de aniversário – não gostava disso – mas no dia do aniversário, porque ouviu certa vez que as mocinhas, em geral, esperam grandes coisas nesses dias, ainda que disfarcem. Juntou umas músicas, escreveu umas palavras, ensaiou frases secretamente em frente ao espelho. Despertador tocando, ela acordou. Estava igual. Tudo exatamente igual ao dia anterior. Mas ainda tinha uma porção de horas pra fazer de conta que não esperava por grandes emoções. Seguiu a vida. Foi mais tarde, quando ela já estava na escola, perdida em seus afazeres de todos os dias e cansada de ouvir parabéns e desejos furados de coisas boas, que ele chegou. Sem maiores dificuldades foi a casa dela. Entrou sem chamar muita atenção, o que era um bocado novo, em se tratando dele. Nem perguntas, nem vizinhos, nem cachorros, nada. Tudo estava parecendo tão fácil. Ele sorriu. Na prateleira, deixou as músicas, as margaridas, as palavras. Ela saberia que o presente era dele, ah! certamente. Só de ouvir os primeiro acordes gravados, ela saberia. Ficou parado ali, observando e imaginando a reação dela quando chegasse. Deu uma espiada no relógio, não faltava muito. Saiu. Para esperá-la em outro lugar. Seria bom vê-la de verdade e não só em seus sonhos. Decepcionada que estava com o dia acabando sem nada de extraordinário, ela entrou em casa sem reparar na porta só encostada. O sorriso ao deparar-se com a surpresa ali na cômoda ao lado do computador, era meio de alegria, meio de susto. Flores. CD. Envelope. Quem? Palavras bonitas. Um encontro. Quem? Não havia nenhuma assinatura. Sua vontade de que fosse ele quase a fez acreditar nisso. Não, não… tentou ser realista e pensar direito. Ele não teria entrado em sua casa, deixado aquilo tudo. Ele não estaria esperando por ela como dizia o bilhete. Deveria estar lá, tanto asfalto longe dela, fazendo qualquer coisa que se faz num fim de dia. Ele não entendia por que ela não aparecia. Esperar era tão ruim. Tentou imaginar qual o caminho que ela faria até ali, para poder segui-lo ao contrário até a casa dela. Ela finalmente cansou de esperar por bobagens. É, estava cansada dessas meninices de grandes surpresas, grandes presentes, grandes acontecimentos. Era só mais um dia. Pensou que nenhum presente seria como ele ali. Mas ele não estava presente. E então um barulho lá na frente a tirou da melancolia. Foi lá na frente. Mas o sorriso que veio depois, iluminou qualquer coisa que precisasse ver. - Desculpe não avisar que viria. Presente. Ele presente.

Escrito em maio de 2008.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

intrínseca felicidade.


Boa parte da minha intrínseca felicidade não se deve a mais ninguém além de mim mesma. Estive pensando, se você quer sua felicidade interior comece por onde acha que deve merecer atenção àquelas pequenas coisas que fazem a total diferença. Certa disso, me vi novamente na minha primeira semana de provas, eu sabia que não ia me dar bem se não estudasse demasiadamente mais que os demais, e então comecei a longa jornada. Comecei a estudar a matéria na qual tem se revoltado contra mim desde o primeiro ano. Por duas vezes a Física tem tentado me passar uma rasteira, aconteceu uma vez no 1º ano quando - sem querer querendo – não estudei o assunto teórico da coisa, talvez fosse pelo fato de não estar muito interessada em Física 1, sim no 1º ano eu tinha Física 1 e 3 , mas a Física 3 era fácil, era prática, eu sabia como calcular um resistor medido através de amperímetro, e sabia a tabela do código de cores, era mais flexível. Mas Física 1 não me entrava na cabeça – hoje vejo que é a mesma coisa que regra de três – eu até tentava, mas não conseguia, por fim fiz a prova e a única coisa que consegui transcrever foi um barquinho, uma minúscula circunferência e uma maçã, que tinha numa régua que levei quando fui fazer a prova, mas fora disso nada, nada realmente além do meu zero na média bimestral. Mas no 2º bimestre me sai bem melhor, estudando é claro, e no final do ano eu só precisava tirar um 10,0 bem lindo na recuperação final. E olha que me sai bem na prova. No ano seguinte lá estava ela com toda aquela história de dilatação linear, e aquela história de óptica, espelhos côncavos e convexos, querendo mais uma vez me passar uma rasteira, consegui uma nota boa pra não ir de jeito nenhum pra recuperação. E dessa vez, pela primeira vez, eu consegui passá-la sem nem se quer tocar um dedinho nela - seria um ato de covardia – estudei e estudei, 4 dias seguidos, durante 4 horas por dia, e eu sei que a minha nota poderia ter sido a melhor das melhores, se eu tivesse estudado um pouco mais, mas eu penso que se eu tivesse tirado 10,0 meu ego subiria a cabeça, iria [querendo ou não] deixar o orgulho e a soberba entrar pelas minhas entranhas, e ambos juntos não são nada bons. Consegui ser melhor pela primeira vez em Física, consegui dar a volta por cima, depois de 2 anos e quer saber ainda pretendo cursar faculdade de Física antes de morrer em uma dessas ‘faculdadezinhas’ Federal. Esperem. Temos o segundo objeto de estudo chamado Matemática. Sinceramente temos algo em comum - na verdade acho que todos tem algo em comum com ela – temos problemas. Mas fora isso tudo bem, precisamos só aplicar aquelas coisas bestas que aprendemos há tempos na nova teoria e assim por diante. No entanto lá estava eu com a minha cabeça completamente cheia dos problemas que não eram meus, mas que indiretamente me atingiam. E juro que eu tentava, mas não conseguia me concentrar. Então tive que trazer os problemas que já estavam na minha cabeça somados aos problemas de matemática pro seu lugar de origem, isso fica uma equação perfeita não? Tive que resolver tudo isso em casa, estudei 2 dias durante as tardes e as madrugadas, e a madrugada que antecipava a prova praticamente não dormi. Tudo bem a minha nota não foi a melhor, mas sinceramente Deus existe e ele escreve certo por linhas tortas, e eu tirei uma nota parcial que somado à nota final resultou em uma boa média. Chegando à minha querida e amada química, sinto em informa-lhes que eu e ela ficamos nesse vai-e-vem já há algum tempo, ela sempre me dá um não, mas no final ela muda de idéia e me dá um sim, isso já aconteceu devido as duas vezes que fiquei de recuperação. Mas desta vez, eu é que não fui legal com ela, não teve jeito, não estudei portanto não tive uma boa nota, quem disse? Minha nota pode não ter sido a melhor, mas dei um tapa em todas as vezes que estudei e não sai bem. Quanto as minhas outras amigas Biologia e Língua Portuguesa essas fiquei relaxada, pelo menos eu sei explicar o ciclo do carbono e quem foi Fernando Pessoa, respectivamente. E depois dessa tal semanazinha de provas que passei fui comemorar, aprendi até a dançar, coisa que verdadeiramente eu não esperava, e o que não esperava também era o fato de quem me ensinou a dançar, mas isso fica em off. É claro ele é lindo, alto, charmoso e exclusivo, me tratou muito bem a noite toda, isso elevou ainda mais a minha felicidade. Nos dias que seguiram fui hospedar-me na casa da violinista e sempre que vou lá meus sonhos aumentam, posso tocar um pedacinho do céu. Pensando bem em tudo que escrevi, acho que já está na hora de dar um tempinho e ir estudar química com a Déh, porque é a melhor coisa que faço nesse momento enriquecer o meu ego [que sufocante]. E não esquecendo que a felicidade é você quem faz, mesmo que você ache que perdeu algo na sua vida Deus dá a você - cedo ou tarde – motivos ainda maiores pra sorrir, e você tem que saber que a vida de vez em quando tem essas pegadinhas que te fazem chorar, mas que depois você solta gargalhadas porque tem a certeza que a felicidade está esperando você ali,  ao lado. É só você fazer por onde merecer.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

saída de mestre.

"Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via há dez anos atrás, quantos você ainda vê todo dia, quantos você já não encontra mais. Faça uma lista dos sonhos que tinha, quantos você já desistiu de sonhar! Quantos amores jurados pra sempre, quantos você conseguiu preservar. Onde você ainda se reconhece na foto passada ou no espelho de agora. Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora, quantos mistérios que você sondava, quantos você conseguiu entender, quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber. Quantas mentiras você condenava, quantas você teve que cometer, quantos defeitos sanados com o tempo, eram o melhor que havia em você. Quantas canções que você não cantava, hoje assobia pra sobreviver  Quantas pessoas que você amava, hoje acredita que amam você. Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via há dez anos atrás, quantos você ainda vê todo dia, quantos você já não encontra mais, quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber. Quantas pessoas que você amava hoje acredita que amam você."
A lista - Oswaldo Montenegro

Hoje é um dia que divide a metade de dois rumos, o passado e o futuro. Lembro que há um mês atrás eles iam ao cinema juntos como enamorados, ele deixou saudades nela, creio que ela também deve ter deixado uma pequena porcentagem de saudade. Foi o último dia juntos, estavam cientes de que tinham que dar um tempo, ou quem sabe se deixar um do outro de uma vez por todas. O fato só viera a tona mais tarde, as perguntas na cabeça dela eram mútuas, depois de um tempo ela achava que não tinha significado muita coisa pra ele, primeiro porque os gestos traduziam tudo isso, ele a queria apenas quando precisava, e ela aprendeu que as coisas na vida não funcionam assim, ninguém vive de verdade quando apenas sobrevive, é preciso viver, é preciso respirar. E sobreviver - apenas sobreviver - não é vida, é desumano, é como ter pernas e não poder andar. Houve um momento em que ela achou que seria dificil olhar a cama vazia, o lado direito da cama onde ele costumava dormir estava vazio, as fotografias que ela não via mais. Porém ela mudou seu foco, voltou-se para o lado real da vida, saiu das migalhas da paixão e passou a viver a realidade da física, a sintonia da química, a paixonite aguda que tinha por biologia, as desaversas que tinha com a matemática, sem esquecer da sua amada língua portuguesa. Os estudos tinham se tornado o alvo mais forte, algo que ela tinha certeza que nunca se voltaria contra ela, seus amigos eram a sua melhor diversão, e Deus sempre estava com ela, essa é a mais forte convicção da vida. E essa tal de paciência, é preciso ser paciente pra esperar uma criança nascer, mais paciente ainda pra ela crescer e se tornar alguém na vida - ou ninguém. A paciência trabalha contra o desânimo e a ansiedade, e ela esteve esperando tanto pra completar sua maioridade que chegou, falta apenas um mês, e ela nem está com todas essas espectativas, nem ao menos quer comemorar esse dia, mas de uma coisa ela tem certeza: antes desse dia chegar ela quer fazer um pouco de tudo que está em sua lista de 'antes de completar os 18', e são os mínimos detalhes que fazem a diferença, não adianta ter uma boa entrada se a saída não for melhor ainda. E ela quer ter essa tal saída de mestre que nem a última que teve há um mês atrás.
Quem espera pacientemente n'Ele nunca se arrependerá,
e a minha saída de mestre eu vou ter de novo, podem pagar pra ver.

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Muitas vezes a nossa vida se compara à de uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começaram a muchar até caírem completamente. As flores já não existem mais; os frutos desaparecem. O que resta, para quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que aparece estar matando a árvore na verdade é essencial para sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as árvores não produzem frutos.
E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração. Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela como um 'trapo de imundície' e nós murchamos como as folhas de uma árvore que seca. As circunstâncias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração.
Muitos se perdem exatamente aí, no inverno de suas vidas. Mas em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno é uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados à medida em que conhecemos a Deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. É na morte do "eu" que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em seu colo paterno e, então podemos chegar onde devemos ir. É nossa limitação que experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim que trocamos os trapos da nossa justiça própria pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.
Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que às vezes nos debatemos, mas quando enfim nos rendemos, entramos como que em um estado de hibernação, onde "dormimos" interiormente.
Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um "estado de espera". E realmente estão, elas não morreram. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. E enquanto descansamos no Senhor, ele trabalha pra cumprir cada uma de suas palavras.
Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar, é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente, e ela voltará a dar flores, frutos, e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai acender o seu coração adormecido."
"Quero trazer a memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; renova-me cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio." (Lm 3.21-26.)

domingo, 12 de abril de 2009

Um quê de despedida (...)

Uma música de pagode qualquer toca dentro do quarto e os quatro estão juntos novamente - não como antes, porém juntos. Eles jogam vídeo-game, uma delas usa o computer, enquanto outra escreve.
Um relação meio engraçada, sabe?! Não tem como explicar. Sabe-se que agora é cada um por si, mas quando estão juntos tornam-se um só.
Eles olham-se, deitados na cama. Fato: eles se amam, independente do modo, mas se amam. Não tem como negar... cada um deles está na vida de cada um pra sempre. Não adianta querer mudar isso, ninguém, nem novas pessoas que aparecerem em nossas vidas, vai substituir isso que cada um de nós guarda um do outro no coração. Pois não existe amizade sem amor, e nem amor sem amizade. É recíproco, é fato, é certo e é pra sempre, disso todos os quatro podem ter certeza.
Ame não importa de qual modo, mas ame. Essa pode ser a nossa última noite juntos, porque nem mesmo eu sei se ainda vou continuar a ir vê-los, um dia eu sei que todos vamos embora,  comecei a me costumar com a ideia de que nunca ninguém fica conosco pra sempre, a não ser aqueles que estarão sempre em nosso coração, morando em nossa alma. SEMPRE.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A vontade de registrar algo era tão grande que não pude deixar de evitar. [...]
Sinceramente, não tenho palavras para descrever como tenho me sentido ultimamente - sim, estou muito feliz não posso deixar de negar, mas tem algo em mim que está ausente demais, inacabavél demais e eu sinto falta demais. Não sei exatamente do que sinto falta, e isso me deixa confusa demais.
Quem sabe hoje me desembaraçe desse meu 'eu' tão confuso, ou talvez não.
Pela primeira vez todos os 4 estão saindo como amigos de verdade, cada um por si, e todos por um. Porque não existe amizade sem amor, e nem amor sem amizade. E dessa regra não podemos fugir [nem se quisermos]. Porque se não aprendemos com o amor, aprendemos com a dor, e eu prefiro ficar com a primeira opção.
Enfim, hoje eu não espero muito, nem de mim mesma, vou assistir ao filme como uma criança feliz que vai ao cinema pela primeira vez, é só isso.

domingo, 5 de abril de 2009

Pequenas coisas.



Há alguns dias atrás tudo estava tão difícil para mim. Existindo apenas um probleminha que diretamente me afetava e que tocava na ferida, existem aqueles que não são seus, mas você sabe que querendo ou não irão te afetar.
Os dias passavam e eu não via uma luz, o fato de chorar não resolvia mais nada, mas de uma coisa eu tive certeza: eu nunca o quis [tanto] perto de mim, como durante esses dias que passaram. Os dias passavam devagar, pareciam anos, eu não poderia aguentar a ideia de que não estávamos nos falando, ou tendo algum diálogo em que ele pudesse me ouvir. Era duro pra mim [ainda continua sendo].
Mas como eu sempre digo "Deus escreve certo por linhas certas", Ele não só escreveu, mas como desenhou e pintou os meus dias seguidos. Eis que me encontro feliz da vida. E sempre esquecendo de agradecer a Ele por esses momentos únicos que passei durante esses dias. Ele planejou todos os meus dias ruins pra que eu os vencesse, e tivesse em seguida dias únicos e maravilhosos ao lado de pessoas que me façam feliz realmente e que sempre estejam a me alertar sobre como agir com as circunstâncias da vida. AAH! E outro ocorrido é que as coisas mínimas é que fazem a total diferença. Talvez alguém entenda realmente o que estou querendo dizer...
"O filme era engraçado, eles riam demais, ele abraçava a flor de pelúcia que ela trouxera pra ele, estava frio, apesar dos desfechos da vida dela, ainda assim ela estava feliz, ele trazia companheirismo e alegria, ela estava certa de não era a toa que um dia estava sem nexo e foi perdida no mesmo nexo que o encontrou, havia mais alguém em que ela podia contar, e indiretamente ele também estava ligado aquele outro."
"O som do violino estava longe dali, ela estava deitada na rede da varanda, lendo o seu melhor livro, e ao seu lado a cadelinha deitada fazia companhia enquanto ela esperava a amiga terminar de orientar o seu pequeno aluno. Mais tarde a amiga tocava pra ela, tocava uma música linda, que se estivesse sendo orquestrada estaria mais linda ainda. Estava ficando noite e elas tinham esquecido a importante idéia de terminar de estudar química."
"Lenta demais a internet estava, e o escritório estava frio, lá estavam as duas juntas mais uma vez. Certamente uma das duas teve a idéia de ligar para o amigo, e eis que vem a notícia que iriam vê-los logo porque três deles estavam indo a casa dela. Isso deixou ambas contente demais, quando eles chegaram foi só alegria e festa, até as nove e meia."
"O ambiente não era nada do que ela estava acostumada, tudo parecia morto demais, chato demais, as músicas eram cantadas com aquele quê de 'ai estou sozinha sem ele', mas ainda assim ela soube aproveitar ao lado do amigo, e ela percebeu que nada naquele ambiente conseguiu fazer com que ela lembrasse dele, aquelas músicas não tinham nada haver com ela, e consequentemente nada a ver com ele também, ... e ela aproveitou a noite toda consigo."
"Eram 8:41 ela havia acordado na esperança de que a amiga tivesse chegado, foi um dos seus dias mais felizes, ela veria a sua companheira novamente. O dia todo juntas, foram 'a praia', riram juntas, e naquela imensidão ela sabia que estava feliz de verdade. A noite foi mais um presente, juntamente com as outras amigas. Agora de fato ela realmente estava feliz."
A felicidade está nas pequenas coisas: em uma música criada do nada, em uma palavra engraçada, em alguém que faz uma careta e nas boas e longas conversas. A felicidade está dentro de quem quer ser feliz, basta apenas querer.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Motivo pelo qual (...)


Definivamente eu esperava que ninguém soubesse o motivo pelo qual escolhi o nome desse blog. Nem mesmo eu sabia, e foi como num impulso ele surgir em minha mente. Apenas alguém que vivenciou o fato descobriu.
Essa é a minha primeira postagem no 'estrelas no seu quarto' e sinto que estou começando bem. Não vamos querer entender o motivo do nome do blog, mas se eu te contar a história, vai fazer muito sentido. 
"Eles podiam ouvir o som dos carros projetados por suas turbinas estritamente potentes lá embaixo, ela deitada ao lado esquerdo e ele deitado ao direito, entre abraçados em uma só sintonia, olhando aquele lindo céu projetado por estrelas - acrílicas, de corpo em radiação visível, fluorescentes e cheias de vida. Conversavam sobre como seria seguir dali pra frente um sem o outro, como seria a vida a partir dali, eles eram tão amigos, tão apegados, tão 'um-corpo-só', que ficava difícil pensar em algo que não fosse juntos. E mais uma vez encontraram-se na mesma situação de desapego. Ele, bem coeso com suas palavras, objetivo, sabia como se expressar, sabia como lidar com ela. Mas ela não dizia muita coisa, ouvia, ouvia, ouvia, o silêncio chegava e ela continuava ali ouvindo e olhando o céu de estrelas, ela não sabia de tudo o que tinha que enfrentar depois dali e pensava nisso. Naquele momento as estrelas do quarto dele tornaram-se a fascinação dela, ela via seus corpos se abraçando e dando adeus demorados. Eram 19:00 horas do dia 30 de outubro de 2008, e ela teve que ir embora."